Pastores políticos? Minha humilde opinião.

O ano de 2018 é chamado de ano eleitoral porque, neste ano, estaremos elegendo o novo Presidente da República, bem como deputados, governadores, senadores, enfim, os políticos em nível estadual e federal.

Como em todos os anos, começam a aparecer os pré-candidatos, aqueles que sempre desejam o nosso voto, e que, por isso, buscam nosso apoio. Eles chegam de mansinho, mandam mensagens, enviam vídeos, comentam sobre a realidade brasileira e do cidadão. Eles se mostram amigos, as vezes, querem se mostrar muito chegados. A maioria, nós já os conhecemos. E o comentário popular é o mesmo – “só se lembram da gente quando chega a época da eleição!”.

Bom, isto fica pior ainda, quando se trata de pastores. Sim, e eu explico. O ministério pastoral é fruto do desejo de servir a Cristo. Deus convida e capacita homens para este ministério. Mas muitos confundem o reino para o qual devem trabalhar. Escondidos atrás da ideia de que vivemos em dois reinos, optam por dar mais atenção ao reino deste mundo, em detrimento do ministério pastoral, da missão de pregadores da Palavra de Deus e de líder espiritual do povo de Deus.

Surge, para nossa tristeza, a figura do pastor-candidato ou do pastor-político. Sinceramente, não posso apoiar tal realidade. O pastor tem função espiritual e sua missão é pastorear, liderar o povo de Deus. Então, somente com esta ideia na mente, já não se pode falar em pastor político. Ou se é pastor ou se é político. As duas função não combinam.

Fica pior quando o político resolve utilizar-se do título eclesiástico – PASTOR, para favorecer-se da boa fé do povo. Ele usa o título de uma função religiosa para alcançar os votos que necessita, como se o simples fato de citar o título pastor, garantisse à todos que o homem que o utiliza é alguém escolhido por Deus para governar o Estado, a cidade e assim por diante.

Mas não, não é assim. Infelizmente, há muitos que utilizaram-se deste título (Pastor), mas que trouxeram tristeza e vergonha para igreja e para o Evangelho.

Por mais que eu defenda que devemos votar em cristãos sérios para os cargos públicos, eu também defendo que tais funções públicas não são apropriadas aos pastores. Em minha humilde opinião, se um pastor deseja candidatar-se a cargo político, deve abrir mão de seu ministério pastoral, e candidatar-se com seu nome próprio. Sem aproveitar-se do título dado por Deus para o seu povo, para parecer melhor ou mais crível que os outros.

Concluo afirmando, não voto em pastores candidatos. Apareceu com o nome Pastor Fulano. Não voto mais nele. Mas reafirmo, voto em cristãos. Eles são minha preferência, principalmente os que conheço. E se algum deles falhar, sei que haverão de prestar contas diante de Deus e dos homens.

 

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