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Esta ordem deve ser vivida por todos nós, servos de Jesus Cristo. Creiamos na Bíblia como única autoridade em questão de fé e conduta.

Colossenses 3.22 até 4.1 Empregados e Patrões – Tudo para glória de Cristo!

Colossenses 3.22 até 4.1 Empregados e Patrões – Tudo para glória de Cristo!

 

EMPREGADOS E PATRÕES – TUDO PARA GLÓRIA DE CRISTO!

 

 

 

Texto: Colossenses 3.22 – 4.1

 

22 Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente para agradar os homens quando eles estão observando, mas com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem ao Senhor. Ef 6:5; 1Tm 6:1; Tt 2:9; 1Pe 2:18;

 

23 Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens,

 

24 sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.

 

25 Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém.

 

1 Senhores, dêem aos seus escravos o que é justo e direito, sabendo que vocês também têm um Senhor no céu. Ef 6:9;

 

 

 

GRANDE IDEIA: O servo de Cristo trabalha para a glória de Cristo.

 

 

 

INTRODUÇÃO:

 

                Lemos em Gênesis 2.15 que Deus após criar Adão, o colocou no jardim do Éden com um trabalho para realizar: cultivar e cuidar do jardim. Vale observar que esta passagem está registrada antes da queda do homem, ou seja, antes da entrada do pecado na humanidade. Isso mostra que era do propósito de Deus que o homem trabalhasse mesmo que o pecado não tivesse entrado no mundo.

 

                Em Apocalipse 7:15 lemos que aqueles que os fiéis que estão no céu “servem” a Deus. Assim, entendemos que o céu não deve ser encarado como uma folga ou férias sem fim, mas sim como um lugar em que “trabalhamos” para o Senhor. E esse trabalho para o Senhor é ideal proposto por Deus ao homem desde o início. No entanto, com a queda pelo pecado, Adão mudou a natureza de seu trabalho. Por causa do pecado, Deus amaldiçoou o solo e este passou a produzir espinhos e abrolhos (Gênesis 3.17-19). E o homem passa a ganhar o seu pão pelo suor do seu rosto.

 

                Mas fica evidente para nós que o trabalho para o Senhor é o ideal proposto por Deus ao homem. Em Cristo, podemos recuperar este ideal. Todo trabalho que fazemos ainda neste mundo, pode e deve ser feito para o nosso Senhor Jesus Cristo sejamos nós, empregados ou patrões. No verso 24 de nossa passagem, Paulo deixa claro que em Cristo o ideal do trabalho é recuperado, pois “É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo”.

 

                O que temos no texto é a ideia que se somos servos de Cristo qualquer trabalho que fizermos é para glória dele. Como isto se aplica a nós?

 

                Paulo nos dá 4 princípios para a vida no trabalho:

 

 

 

1.       PRINCÍPIO: O TEMOR AO SENHOR (V.3.22).

 

22 Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente para agradar os homens quando eles estão observando, mas com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem ao Senhor.     

 

                O contexto deste capítulo 3 nos faz pensar que, uma vez ressuscitados com Cristo, nosso foco de vida é Cristo e tudo que diz respeito a ele. Paulo nos advertiu nos primeiros versos a ocupar nossas mentes com as coisas de cima, relacionadas a Cristo e o seu reino. Jesus já dizia que devemos buscar em primeiro lugar na vida o reino de Deus.

 

                Uma vez em Cristo, fomos informados por Paulo no capítulo a deixar a roupa velha do pecado, com suas práticas mundanas, corruptas, para nos revestirmos de uma nova roupa, a roupa de Cristo, que significa um novo modo agir, de vestir, de portar-se. Uma maneira diferente de vida sempre focada na glória de Cristo, já que nos tornamos representantes dele.

 

                Portanto, seja qual for nosso trabalho, precisamos fazer tudo com excelência. Já falamos anteriormente que na vida cristã a palavra submissão é indispensável e fundamental. Ela rege o nosso novo modo de viver. Demonstramos nossa submissão a Cristo, quando aplicamos a submissão a todas as nossas outras relações, sejam familiares (marido e esposa; pais e filhos) e também nas relações sociais e de trabalho como na passagem de hoje. O modelo é a submissão de Cristo a Deus pai até a morte (Filipenses 2.3-8).

 

                Paulo ensina que o modo correto é a submissão e excelência no trabalho não somente para agradar os homens quando eles estão observando. É interessante esta observação. Parece que os homens do NT já conheciam o que nós chamamos de “morcegar no trabalho”. Não trabalhar quando o patrão está longe e ainda fingir que está trabalhando quando ele está perto. (mostrar imagem)

 

                Esta é a condição de muitos. E pode acontecer em qualquer lugar e em qualquer tipo de trabalho. A tendência é dizer: “Não tem problema, o patrão não está vendo” – ok, mas Deus está. Se há algo para fazer, faça, não porque alguém não está vendo, mas porque você o faz para o Senhor. Por isso Paulo continua dizendo: trabalhe “com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem ao Senhor”.

 

                O temor ao Senhor, nossa submissão a Ele, o reconhecimento de que é para glorifica-lo que estamos trabalhando, isto deve nos levar a agir corretamente e com excelência. Procurando sempre fazer o melhor.

 

                Deixo um alerta, nestas palavras de Paulo encontramos um princípio, e eu diria, um mandamento. Há algo para fazer aqui. Entendo que é a vontade de Deus para sua vida e para a minha vida.

 

2.       PRINCÍPIO: O AMOR AO SENHOR (V.3.23)

 

23 Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens,

 

 

 

                Na continuação do texto, Paulo pede aos cristãos a que façam qualquer coisa que seja de todo o coração. Fazer algo de todo o coração é fazer com amor, com dedicação, com carinho, enfim, fazer bem feito, com excelência. E a motivação para colocar todo esse amor no trabalho que você faz é que você o faz para o Senhor.

 

                Se você varre o chão, coloca o lixo na lixeira, tira a poeira, atende ao telefone, paga as contas, cuida bem das plantas, estuda, seja lá o que você esteja fazendo, faça bem feito. Faça com amor, com dedicação, faça com a consciência de que é para Jesus que você está fazendo o seu trabalho, seja ele qual for.

 

                Um aluno me perguntou no seminário se no culto de quarta-feira, eu fazia apenas uma reflexão, sem muito estudo ou preparo, ou se me preparava para pregar como no sermão de domingo a noite. Disse para ele que o sermão que eu prego na quarta-feira eu o pregaria numa assembleia de Convenção. Pois para mim não importa o número de ouvintes, o cuidado com a preparação e pregação da Palavra era o mesmo em qualquer ocasião, afinal, eu faço isto para glória de Deus, e não para agradar homens.

 

                Queridos, não podemos diminuir nosso padrão de excelência quando algo é feito para os outros e não para nós. Servir os outros com a consciência de que servimos a Cristo nos fará ser mais dedicados e preparados para o trabalho. Fazer com amor não apenas as tarefas da igreja, mas em qualquer instância de trabalho. Se não somos fieis a Cristo no trabalho secular, nós não estamos representando bem o seu nome. Trabalho mal feito não glorifica a Jesus. Se não fazemos para os outros, jamais faremos bem feito no reino de Deus. Não temos o costume de fazer com amor e dedicação. Não exercemos isso no cotidiano, ou seja, pecamos.

 

                Observem a expressão do versículo: TUDO o que fizerem, façam de todo coração, como ao Senhor. Seja dedicado no seu trabalho, faça com amor, seja no emprego, seja autônomo, seja na obra de Deus. Não faça nada mal feito. O que você faz representa Jesus.

 

 

 

3.       PRINCÍPIO: A RECOMPENSA DO SENHOR (3.24,25).

 

24 sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.

 

25 Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém.

 

 

 

                Paulo continua o texto afirmando que há recompensa para quem faz bem feito o seu trabalho secular mantendo a consciência de que é representante de Cristo onde trabalha e que glorifica e honra a Jesus quando o faz com excelência, fazendo o seu melhor.

 

                Pastor Hernandes D.L. citando Russell Shedd afirmou sobre este texto: “que o obreiro ou trabalhador deve estar consciente de que quem realmente paga o seu salário, antapodosin, “recompensa”, não é seu patrão, mas o Senhor. Evidentemente, esse “pagamento” será futuro, na volta de Jesus Cristo. Essa recompensa será “a herança” (3.24), incluindo o direito de gozar plenamente os benefícios da vida celestial”.

 

                Esta devia ser a sua consciência ao fazer qualquer coisa neste mundo. Lembrar-se de que o sustento da sua vida quem lhe dá é Cristo, o Senhor. Quero exemplificar isto. Os que são lavradores precisam comprar a semente, os adubos, e todo equipamento necessário para sua lavoura. Depois de preparada a terra e feita a semeadura, ele se utiliza de irrigação e outros cuidados. Mas pensem: quem fez a terra que se utiliza para o plantio? Quem fez com que os rios existissem? Quem lhe dá saúde física para que você tenha força para realizar seu trabalho? Irmãos, precisamos nos conscientizar que é Deus que nos sustenta e não nós, com nossa capacidade, competência ou força. Não é o dinheiro que conseguimos, mas Deus. Por isso, cumpriremos a vontade de Deus e nos mostraremos submissos a ele quando fizermos nosso trabalho para ele e não para os homens. E fizemos o nosso melhor, com amor e dedicação.

 

                A consciência de fazer as coisas para o Senhor, nos conduzirá às recompensas eternas, aos benefícios da vida com Deus no céu.

 

                Somente quem é de Jesus verdadeiramente entende o que Paulo está dizendo e deseja viver nestas verdades por ele reveladas.

 

                Mas assim com Deus irá nos recompensar pela fidelidade em viver a vida tanto na igreja como fora dela para glória de Cristo, também haverá punição para aquele que não obedece ao Senhor, que não se submete à sua vontade.

 

                Segundo Hernades Dias Lopes, “o empregado infiel assim como o patrão injusto não ficarão impunes. Eles receberão de volta a injustiça feita. O seu mal cairá sobre sua própria cabeça. Eles colherão o que plantaram. O apóstolo Paulo é categórico: (v.25) Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém”.

 

               

 

4.       PRINCÍPIO: A SUBMISSÃO AO SENHOR (v. 4.1).

 

1 Senhores, dêem aos seus escravos o que é justo e direito, sabendo que vocês também têm um Senhor no céu.

 

 

 

                Antes de continuar, precisamos compreender na época de Paulo, no império romano, havia mais de 60 milhões de escravos e que a maioria da igreja era formada de escravos. Como não encontramos na Bíblia nenhuma ideia de que a escravidão seja uma ordenança de Deus como a família por exemplo, podemos entender que ela não agrada ao Senhor, por isso estamos aplicando o texto à ideia de trabalho por um empregado sendo igual ao de servo, e a ideia de um senhor (dono de alguém) comparando com a situação de um patrão nos dias de hoje.

 

                Paulo diz que a ação dos Senhores de escravos, que vamos aplicar a patrões nos dias de hoje, deve ser a ação de alguém que compreende que não está sem um Senhor no céu. Ou seja, se alguém está na condição de patrão, está nesta condição pela permissão de Deus e com a necessidade de submeter-se a ele.

 

                Por causa desta submissão e consciência da autoridade de Deus sobre sua vida, o patrão deve dar ao empregado o que é justo e direito. O que Paulo queria dizer com isso? Penso que ele esteja falando da exploração. Pagar menos do que devia pagar; deixar de pagar; oprimir; ameaçar; fazer pressão; tratar os empregados como seres inferiores. Tudo isso desagrada a Deus. Creio que Paulo ensina aqui que os patrões paguem salários justos, dê aos empregados condições dignas de trabalho, elogiem e incentivem seus empregados.

 

                A ideia de dar o que é justo, nos faz pensar no respeito aos méritos do trabalhador. A ideia de dar o que é direito é a de garantia de igualdade entre os trabalhadores no mesmo serviço ou função, quanto ao salário.

 

                Nas palavras do apóstolo, se um patrão faz acepção de pessoas, Deus não faz. Patrões também prestarão contas de sua administração a Deus. O que possuem, toda a riqueza que desfrutam, não os torna superiores, mas servos mordomos, administradores do que Deus lhes deu para abençoar a outros.

 

 

 

CONCLUSÃO:

 

 

                O servo de Cristo trabalha para a glória de Cristo. Seja patrão ou empregado, todos prestarão contas diante do Senhor. Todos nós devemos, portanto, seguir os quatro princípios que encontramos no texto: o temor do Senhor, o amor ao Senhor, a recompensa do Senhor e a submissão do Senhor.

 

                Agindo assim, viveremos para o propósito que fomos criados: glorificar a Deus por meio de Jesus.

 

                Deus nos abençoe.       

 

               

 

               

 

               

 

                              

 

 

 

admin

2 Comentários

Jair Publicado em3:29 pm - junho 20, 2019

Amigo … Seu texto é excelente …
Parabéns !

Ana Publicado em3:02 am - setembro 1, 2019

Maravilhiso estudo..Deus abençoe